“A pindaíba é a mãe da invenção.”

Grigori Olienko Stoza

Stoza surgiu do espírito empreendedor de Grigori Olienko Stoza (foto à esquerda), o eslovaco que inadvertidamente criou, no final do século XIX, o que viria a ser chamado de camiseta. Durante um divórcio conturbado, a mulher enfurecida de Grigori o deixa na rua, sem dinheiro e somente com ceroulas que haviam sido cortadas ao meio em um acesso de fúria. Desse modo, Grigori, desesperado e sem meios para se sustentar, resolve inovar ao tentar vender sua mais nova invenção, que foi excepcionalmente bem recebida por estivadores e, principalmente, mineiros da região, que acabaram recebendo bem a ideia de uma roupa de baixo mais arejada para o ambiente abafado das minas de carvão. Apesar do que os historiadores modernos alegam, assim surgia a camiseta.

Mais tarde, durante a Guerra Hispano-Americana de 1898, as camisetas se tornaram extremamente populares nos Estados Unidos quando seu uso foi oficializado pela marinha americana, mas tudo isso sem o consentimento de Grigori. Era o início da apropriação indevida de sua maior criação.

Não demorou muito para o fenômeno se espalhar por todo o mundo e Grigori perceber que não receberia qualquer tipo de compensação, foi quando, no ano de 1900, em mais um de seus lampejos de gênio, Grigori tem a controversa ideia de se mudar para o Brasil, o local mais quente e abafado que tinha conhecimento; certamente encontraria um mercado acolhedor para suas camisetas arejadas em terras tropicais.Grigori, que até então vendia suas camisetas de porta em porta, resolveu abrir sua primeira loja no Rio de Janeiro, mais precisamente na Rua da Alfândega, onde mais tarde surgiria o mercado popular do Saara. De início as vendas não foram muito boas, mas, como viria a perceber, o gosto dos brasileiros era muito diferente do que estava acostumado no velho mundo e, graças a uma recomendação de sua nova esposa, uma mulata que conhecera ao comprar suas malhas, Grigori teve que se adaptar ao “jeitinho brasileiro” de ser. O eslovaco passou a vender suas camisetas como um artigo de roupa e não mais como roupa de baixo como vinham sendo usadas até aquele momento.

Esse foi o toque final para popularizar ainda mais as camisetas e difundir sua invenção definitivamente mundo afora, mais uma vez sem nenhum tipo de compensação ou reconhecimento. Na época Grigori não sabia, mas estava criando uma marca inconfundível e inovadora.

Hoje, a marca se encontra sob os cuidados de Gustav Olienko Stoza, descendente direto de Grigori e herdeiro legítimo de seu legado, um visionário que, assim como seu antepassado, percebeu que precisaria reinventar a marca mais uma vez para obter sucesso com o público moderno. Agora as camisetas Stoza refletem o gosto da juventude brasileira por quadrinhos, filmes, humor e demais referências do universo pop.

Assim surgiu a Stoza, uma empresa de vestuário voltada, acima de tudo, para quem tem um bom senso de humor.

Patente original da camiseta de Grigori datada de 1885. Sua autenticidade é questionada até hoje pelos historiadores.